25 de nov de 2009


No meio da página escrevo ao acaso a palavra MENINA
e à sua magia, um caminho abre-se
para ela andar.


E como houvesse brotado aos seus pés um arroio espiador
uma ponte estendeu-se
para ela atravessar.


Mas a menina
agora parou
e do meio da ponte namora encantadamente nas águas
a graça inacabada de seu pequenino rosto feito às pressas.


Às pressas...
(nem tive tempo de lhe dar um nome)


A vida é assim,
meninazinha sem nome...


A vida nem dá tempo para a vida!

MARIO QUINTANA
In Baú de espantos

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